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segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Poodle alerta idosos sobre incêndio e salva casal nos EUA

da Folha Online

Um casal de idosos que mora em Tampa, Flórida (EUA), comprovou a lealdade de sua pequena poodle, Taffy.

No sábado passado (20), a cadela acordou Alice Ferrari, 82, e Ted Koplanko, 83, em plena madrugada para avisar que havia fogo na casa.

Eram aproximadamente 4h quando Taffy invadiu o quarto do casal. Sem perceber o perigo, a dona a colocou para fora do quarto. Mas, ao voltar para a cama, começou a sentir cheiro de algo queimando.

"Tudo o que sei é que os animais têm um instinto. E às vezes não damos importância", disse Alice à rede Fox.

Ted foi acordado e verificou que a lavanderia estava em chamas.

Juntos, os três deixaram a residência. Na casa de um vizinho, ligaram para a central de emergência.

Os bombeiros levaram meia hora para controlar o fogo, que teria se iniciado em um ventilador de teto. Ninguém ficou ferido.

Cães são nova moda de Hollywood.

22/09/2008 - 13h57
Cães são nova moda de Hollywood
Da Ansa
LOS ANGELES, 22 SET - Os cães se transformaram na mais nova mania de Hollywood, que nos próximos meses lançará uma série de filmes com cachorros como protagonistas.



O primeiro a chegar nos cinemas será "Beverly Hills Chiuaua", dos estúdios Disney, que estréia nos Estados Unidos no dia 3 de outubro e tem a atriz Drew Barrymore como a voz da protagonista. Também produzido pela Disney, "Bolt" conta a história de um cão que interpreta um super-herói e acredita ter poderes também na vida real e será dublado por John Travolta.



Também chegarão em breve aos cinemas "Hotel for Dogs" e "Marley & Eu", baseado no best-seller de John Grogan e que tem no elenco Jennifer Aniston e Owen Wilson.



Richard Gere será o protagonista de "Hachiko: A Dog's Story", baseado na história verdadeira de um professor universitário que adota um cão abandonado. Já Jeff Bridges protagonizará "A Dog Year", sobre a crise de meia idade enfrentada por um homem e seu cão, ainda mais louco que ele.



Por fim, Steven Spielberg também dará espaço para os cães em seu mais recente filme. No próximo ano, o cineasta levará aos cinemas as aventuras de Tintim e seu amigo canino, Milu, personagens criados pelo cartunista belga Hergé em 1929.

Fonte: http://cinema.uol.com.br/ultnot/2008/09/22/ult5754u228.jhtm

terça-feira, 17 de junho de 2008

A nova vida de Bob

Ainda com as marcas pelo corpo, o cão agredido por um estudante em Brasília foi adotado por uma nova família

por Flávia Gianini

Bob faz festa quando Alice, 8, chega da escola. Arrasta a pata pela casa, atrás da menina. Mesmo imobilizado, quer brincar. O entusiasmo é contido pela mãe dela, a engenheira florestal Valquíria Gonçalves, 38. Ordens médicas. A fratura na bacia e o osso da pata quebrado foram causados por chutes dados pelo antigo dono. Depois de ter dois pinos implantados na tíbia, e ficar cinco dias internado após a cirurgia, o filhote SRD de quatro meses é o centro das atenções da nova família.

Alice quis o cachorro assim que assistiu ao seu drama na TV. Ela e a mãe ligaram imediatamente para a superintendência do Ibama-DF, mas não obtiveram resposta. Tentaram no dia seguinte, e nada. No terceiro dia, Valquíria foi até lá. "Era ?nal de semana. Ninguém sabia me explicar o que fazer para adotá-lo", relata.

A história do cão comoveu o Brasil. Na quinta-feira 5, o Ibama recebeu uma denúncia de maus-tratos. No local, os técnicos encontraram uma vizinhança revoltada. "Quando chegamos, o dono do cão, Patrick De Meauntroux, tinha fugido levando animal com medo das ameaças ", conta Anderson do Valle, o analista ambiental que apurou a denúncia.

Foram os vizinhos que relataram os detalhes da agressão. No dia seguinte, os técnicos do Ibama voltaram ao local. Foram atendidos pela namorada de Patrick, a estudante de veterinária Maíra Pallazo de Almeida, 19. Ela disse não saber onde estava o rapaz ou o cachorro. "Ameaçamos autuá-la como co-autora do crime. Foi então que ela ligou para o namorado", diz Anderson. À tarde, Maíra levou Bob à clínica onde ele foi operado.

O veterinário Paulo Henrique Cândido de Carvalho recebeu o cão, que já fora atendido na clínica outras vezes sem sinais de maus-tratos. Segundo o veterinário, Patrick, 18, tentou visitar o animal, pouco depois da cirurgia, mas foi impedido. "Já atendemos outros animais vítimas de abuso. Nunca tinha visto nada nesse nível." Para o Ibama, os exames confirmam o crime relatado pelos vizinhos.

No mesmo dia, Patrick, estudante do ensino médio, apresentou-se ao Ibama. Foi autuado por maus-tratos com base no artigo 32 da lei de crimes ambientais, recebeu a multa máxima de R$ 2.000 e teve o cachorro apreendido.

A lei da posse responsável prevê multa, mais pena de três meses a um ano de detenção. Sua aplicação, porém, é branda, afirma a advogada especializada em direito animal Mônica Grimaldi. "A violência contra bichos é considerada crime menor, geralmente punido com cestas básicas ou serviços comunitários."

O outro lado
Patrick garante que tudo foi um mal-entendido. Diz que chutou o cachorro para impedir que comesse veneno de rato. "Estava na rua com o Bob e percebi que ele tinha alguma coisa na boca. Imaginei o pior. Gritei. E ele correu. Quando o alcancei, estava desesperado", justifica. A namorada confirma a versão. "Ele usou força excessiva mas não teve intenção de machucá-lo", diz Maíra. Segundo ela, o namorado não fugiu, foi pedir dinheiro ao pai para custear o tratamento.

Segundo o Ibama, as lesões que Bob apresenta não são compatíveis com às de um acidente. Cerca de dez testemunhas se dispuseram a depor contra o estudante. O processo já foi encaminhado ao Ministério Público, que analisa ainda a possibilidade de apreender outro cão que estava no apartamento de Patrick no dia da confusão. "O animal não apresentava sinais de violência. Mas vamos enviar uma advertência à namorada, que se apresentou como dona", disse Paulo.

Maíra afirmou que ambos os animais, o schnauzer Iuri, 2, e Bob, são dela. E que não recebeu documentação referente à apreensão do segundo. "A clínica me ligou avisando que o Ibama ia levar o Bob", diz ela, que vai tentar reaver o cão na Justiça.

Um novo lar
Com tanta repercussão, Bob foi bastante disputado. O Ibama recebeu 30 propostas de adoção. "Analisamos o perfil dos interessados e encontramos uma família que havia acabado de perder um cãozinho muito parecido com o Bob e tinha um histórico que nos transmitiu confiança", explica Anderson.

Alice está nas nuvens com o novo pet. Ainda se recuperava do trauma de ter perdido a cadela Pandora, morta há três meses por uma neuropatia, quando viu Bob. Agora, a família Gonçalves é fiel depositária do cão. A tutela ainda pertence ao Ministério Público. Valquíria teme que o cão seja retirado da filha e entregue ao ex-proprietário: "Seria muita decepção. Bob está mais que adaptado".

O novíssimo integrante da família mal chegou e já domina o espaço. Recebe atenção o tempo todo. Virou estrela no edifício onde mora. Todos querem ver, afagar, brincar. "Eu estou cuidando dele com amor e carinho", garante Alice. Sorte de Bob.